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10 Livros Indicados por Gustavo Scarpa: Conheça as Leituras do Jogador

Livros indicados por Gustavo Scarpa
Livros indicados por Gustavo Scarpa
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Atualizado em 04/10/2026 às 01:12

⏱️Tempo de leitura: 15 minutos

Futebol e literatura nem sempre aparecem juntos na mesma conversa. Gustavo Scarpa, meio-campista do Atlético-MG, está ajudando a mudar essa percepção ao compartilhar com seus seguidores os livros que lê e suas próprias impressões sobre as obras.

O hábito não começou agora. Scarpa já compartilhava comentários sobre livros quando atuava pelo Palmeiras. Em 2026, porém, suas resenhas ganharam uma repercussão muito maior, especialmente depois de um vídeo sobre A Morte de Ivan Ilitch, clássico de Liev Tolstói.

A repercussão foi surpreendente: o livro chegou ao primeiro lugar entre os mais vendidos da Amazon Brasil após a publicação da resenha, enquanto as buscas pela obra cresceram significativamente no Google.

Scarpa continuou falando de literatura e passou a chamar atenção de pessoas que talvez nunca procurassem espontaneamente por Tolstói, William Golding ou Elie Wiesel.

Mas quais são os livros indicados por Gustavo Scarpa?

Neste artigo, reuni 10 obras que aparecem em suas resenhas recentes ou em registros públicos de suas leituras e recomendações ao longo dos últimos anos. Além de conhecer os livros, você verá sobre o que cada obra trata e por que ela pode despertar o interesse de diferentes tipos de leitores.

Por que os livros de Gustavo Scarpa viralizaram?

A relação de Gustavo Scarpa com os livros não surgiu como uma campanha publicitária criada recentemente.

Em entrevistas anteriores, o jogador já havia contado que começou a desenvolver o hábito de leitura depois de receber livros do preparador físico Pedro Jatene. Uma das primeiras obras que recebeu foi O Médico e o Monstro, de Robert Louis Stevenson. Com o tempo, passou por Kafka, Dostoiévski, Victor Hugo, George Orwell e outros autores.

O que mudou recentemente foi a dimensão dessa conversa.

Scarpa passou a publicar vídeos mais longos comentando algumas de suas leituras. Em vez de assumir o papel de crítico literário acadêmico, fala sobre o que entendeu, o que sentiu e quais aspectos chamaram sua atenção.

Ele próprio explicou que pretende continuar fazendo suas análises dessa maneira, a partir de sua experiência como leitor.

Esse formato aparentemente simples acabou aproximando muita gente dos livros.

A repercussão foi tão grande que torcedores do Atlético-MG criaram o Galeitura, clube de leitura inspirado pelas indicações do jogador. A primeira obra escolhida pelo grupo foi justamente A Morte de Ivan Ilitch.

É um exemplo interessante de como uma indicação pode atravessar públicos completamente diferentes: alguém chega por causa do futebol e acaba conhecendo Tolstói.

Lista de livros indicados e comentados por Gustavo Scarpa

Para não misturar períodos diferentes, vale fazer uma distinção.

Alguns dos livros abaixo fazem parte das resenhas e comentários mais recentes de Scarpa. Outros aparecem em entrevistas, publicações e registros de suas leituras anteriores.

LivroAutor
A Morte de Ivan IlitchLiev Tolstói
Flores para AlgernonDaniel Keyes
Seus Olhos Viam DeusZora Neale Hurston
A NoiteElie Wiesel
O Senhor das MoscasWilliam Golding
Carta ao PaiFranz Kafka
Deus no Banco dos RéusC. S. Lewis
A Revolução dos BichosGeorge Orwell
Os MiseráveisVictor Hugo
O Conde de Monte CristoAlexandre Dumas
10 livros indicados lidos e comentados por Gustavo Scarpa
10 livros indicados lidos e comentados por Gustavo Scarpa

Agora vamos conhecer cada obra.

1. A Morte de Ivan Ilitch — Liev Tolstói

Se existe um livro responsável pela recente repercussão literária de Gustavo Scarpa, é A Morte de Ivan Ilitch.

Publicado originalmente em 1886, o clássico de Tolstói acompanha Ivan Ilitch, um juiz que construiu uma vida aparentemente bem-sucedida seguindo aquilo que sua sociedade esperava dele.

Tudo muda quando ele adoece gravemente.

A proximidade da morte obriga Ivan a observar a própria trajetória sob outra perspectiva. Status, carreira, relações familiares e escolhas pessoais começam a adquirir significados diferentes.

É um livro curto, mas que aborda questões enormes: morte, propósito, aparência social, sofrimento e sentido da vida.

Na resenha que viralizou, Scarpa comentou justamente elementos relacionados às relações humanas e ao comportamento das pessoas diante da morte de Ivan. O alcance do vídeo ajudou a levar o clássico ao topo das vendas da Amazon Brasil.

Para quem se interessa por livros que provocam reflexões existenciais, também temos no Digital Dandi o nosso conteúdo sobre O Homem em Busca de Sentido.

Para quem pode fazer sentido?

Para leitores que gostam de clássicos curtos, histórias existenciais e livros capazes de continuar provocando perguntas depois da última página.

2. Flores para Algernon — Daniel Keyes

Flores para Algernon acompanha Charlie Gordon, um homem com deficiência intelectual que participa de um experimento destinado a aumentar sua inteligência.

O procedimento funciona.

Charlie passa a compreender assuntos que antes estavam muito além de suas capacidades e começa a perceber o mundo e as pessoas ao seu redor de maneira completamente diferente.

Mas o crescimento intelectual também traz descobertas dolorosas.

O romance levanta questões sobre inteligência, preconceito, relações humanas, ética científica, solidão e felicidade.

Scarpa comentou recentemente a obra e a descreveu como uma leitura muito boa e bastante triste. Em uma entrevista, também classificou o livro de maneira bastante positiva.

Para conhecer melhor a obra sem receber spoilers importantes, veja também nosso resumo e resenha de Flores para Algernon, com as principais reflexões do livro e uma análise sobre para quem a leitura faz sentido.

Para quem pode fazer sentido?

Para quem gosta de ficção científica centrada muito mais nas pessoas e nas emoções do que em tecnologia.

3. Seus Olhos Viam Deus — Zora Neale Hurston

Publicado em 1937, Seus Olhos Viam Deus acompanha a trajetória de Janie Crawford, uma mulher negra que procura construir a própria identidade enquanto enfrenta relacionamentos, expectativas sociais e limitações impostas pelo ambiente em que vive.

A obra aborda liberdade, amor, identidade, raça, gênero e autonomia.

O livro também está entre as leituras que Scarpa comentou recentemente em suas redes.

É uma escolha interessante porque mostra que sua lista de leituras não fica restrita aos clássicos russos ou aos autores europeus que aparecem com frequência entre suas recomendações.

Para quem pode fazer sentido?

Para leitores interessados em histórias sobre identidade, liberdade individual, relações humanas e contexto social.

4. A Noite — Elie Wiesel

A Noite é muito diferente dos romances anteriores.

Elie Wiesel relata sua própria experiência durante o Holocausto, quando ainda adolescente foi deportado com sua família e enviado para campos de concentração nazistas.

O livro acompanha experiências de violência, fome, perdas, medo e sobrevivência.

Por causa da natureza do relato, não é uma leitura leve.

Scarpa classificou a obra como impactante e destacou a intensidade do conteúdo ao comentar sua leitura.

Além do valor histórico e memorial, A Noite provoca reflexões sobre humanidade, fé, indiferença e os extremos aos quais pessoas e sociedades podem chegar.

Para quem pode fazer sentido?

Para leitores interessados em memória histórica, Segunda Guerra Mundial, testemunhos pessoais e obras que discutem os limites da experiência humana.

5. O Senhor das Moscas — William Golding

Imagine um grupo de garotos isolado em uma ilha sem adultos.

Inicialmente, eles tentam se organizar, estabelecer regras e criar alguma forma de convivência.

A ordem, porém, começa a se deteriorar.

O Senhor das Moscas utiliza essa situação para explorar temas como poder, medo, violência, liderança, comportamento coletivo e civilização.

Scarpa não apenas leu o livro como produziu uma resenha sobre a obra e comentou também sua percepção em relação à adaptação cinematográfica.

Para quem pode fazer sentido?

Para quem gosta de histórias aparentemente simples que escondem discussões profundas sobre sociedade e comportamento humano.

6. Carta ao Pai — Franz Kafka

Franz Kafka ocupa um espaço importante na trajetória literária de Gustavo Scarpa.

O jogador já contou que começou a ler Kafka relativamente cedo em sua formação como leitor e que algumas obras foram difíceis de compreender naquele momento.

Carta ao Pai é particularmente interessante porque não nasceu como um romance tradicional.

Trata-se de uma extensa carta escrita por Kafka ao pai, Hermann Kafka, na qual o escritor aborda a relação complicada entre os dois.

Medo, autoridade, culpa, ressentimento e dificuldade de comunicação atravessam o texto.

Scarpa já compartilhou suas impressões sobre a obra em suas publicações literárias.

Para quem pode fazer sentido?

Para leitores interessados em Kafka, relações familiares e textos autobiográficos com forte carga emocional.

7. Deus no Banco dos Réus — C. S. Lewis

C. S. Lewis é conhecido mundialmente por As Crônicas de Nárnia, mas uma parte importante de sua produção é dedicada ao cristianismo, à filosofia e à reflexão religiosa.

Deus no Banco dos Réus reúne ensaios nos quais Lewis aborda questões relacionadas à fé, moralidade, sociedade e à relação entre o natural e o sobrenatural a partir de sua perspectiva cristã.

Scarpa já demonstrou interesse por diferentes obras de C. S. Lewis e também compartilhou suas impressões sobre Deus no Banco dos Réus.

Para quem pode fazer sentido?

Principalmente para leitores interessados em cristianismo, apologética e ensaios sobre fé e moralidade.

8. A Revolução dos Bichos — George Orwell

A Revolução dos Bichos é uma das obras mais conhecidas de George Orwell e também um dos livros associados há mais tempo às indicações de Gustavo Scarpa.

Na história, os animais de uma fazenda se rebelam contra os seres humanos na esperança de construir uma sociedade mais justa.

A promessa inicial começa a mudar conforme alguns animais concentram poder.

Por trás da narrativa aparentemente simples existe uma sátira política sobre poder, autoritarismo, propaganda e corrupção de ideais.

Em entrevista à BBC News Brasil em 2021, Scarpa colocou A Revolução dos Bichos entre seus livros preferidos e chegou a indicá-lo para jovens interessados em começar a ler.

Portanto, aqui temos mais do que uma leitura casual: existe uma recomendação pública documentada do jogador.

Para quem pode fazer sentido?

Para quem procura um clássico relativamente curto e acessível que permita discutir poder e comportamento político sem depender de uma narrativa complexa.

9. Os Miseráveis — Victor Hugo

Os Miseráveis está em outra escala.

O clássico de Victor Hugo acompanha diferentes personagens e conflitos sociais na França do século XIX, tendo Jean Valjean como uma das figuras centrais.

Pobreza, justiça, desigualdade, redenção, religião e transformação pessoal aparecem ao longo da obra.

Scarpa já declarou publicamente sua admiração pelo livro. Em 2021, chegou a dedicar um gol de falta a Jean Valjean, personagem da história.

Naquele período, o jogador colocou Os Miseráveis entre seus títulos favoritos e comentou que, apesar da extensão, havia gostado bastante da obra.

Para quem pode fazer sentido?

Para leitores dispostos a enfrentar um clássico longo, com muitos personagens, contexto histórico e discussões sociais.

10. O Conde de Monte Cristo — Alexandre Dumas

O Conde de Monte Cristo é outro grande clássico presente na trajetória de leitura de Scarpa.

A história acompanha Edmond Dantès, jovem injustamente preso depois de ser vítima de uma conspiração.

Depois de anos de prisão e de uma transformação profunda, sua história passa a girar em torno de liberdade, identidade, justiça e vingança.

Scarpa mencionou O Conde de Monte Cristo ao falar sobre os clássicos que passou a ler depois de desenvolver seu hábito de leitura.

Aqui é importante fazer uma distinção: diferentemente de A Revolução dos Bichos ou A Morte de Ivan Ilitch, para os quais existem recomendações ou resenhas públicas mais claras, O Conde de Monte Cristo aparece documentado como parte das leituras do jogador.

Por isso, seria impreciso afirmar que Scarpa o está recomendando atualmente.

Para quem pode fazer sentido?

Para leitores que gostam de romances extensos, aventuras, reviravoltas, injustiça, vingança e transformação de personagens.

Quais livros Gustavo Scarpa está resenhando atualmente?

Essa diferença é importante.

Scarpa compartilha leituras há anos, mas a atual repercussão está relacionada especialmente ao formato de resenhas que ganhou força em 2026.

Entre as obras recentemente documentadas nesse movimento estão:

  • A Morte de Ivan Ilitch, de Liev Tolstói;
  • O Senhor das Moscas, de William Golding;
  • A Noite, de Elie Wiesel;
  • Flores para Algernon, de Daniel Keyes;
  • Seus Olhos Viam Deus, de Zora Neale Hurston.

As quatro primeiras aparecem de maneira particularmente clara nas reportagens sobre a nova fase de vídeos do jogador, enquanto Seus Olhos Viam Deus também aparece entre suas leituras recentes. Portal Papo Aberto

Já livros como Os Miseráveis e A Revolução dos Bichos fazem parte de uma história anterior de Scarpa como leitor.

Essa distinção ajuda a evitar a impressão de que todas as obras da lista foram recomendadas na mesma ocasião.

Qual livro indicado por Gustavo Scarpa fez mais sucesso?

A Morte de Ivan Ilitch foi o grande fenômeno dessa nova fase.

Depois da repercussão da resenha, a obra de Tolstói chegou ao primeiro lugar entre os livros mais vendidos da Amazon Brasil. Dados divulgados pelo Estado de Minas também apontaram crescimento de 180% nas buscas pelo título no Google no período analisado.

O caso chama atenção porque estamos falando de uma novela publicada originalmente no século XIX.

Não houve lançamento, adaptação cinematográfica nova ou prêmio literário recente por trás desse movimento.

O principal gatilho foi um jogador de futebol falando sobre uma leitura que havia feito.

De jogador de futebol a incentivador da leitura

Talvez a parte mais interessante dessa história não seja descobrir se Gustavo Scarpa pode ser chamado de “influenciador literário”.

É perceber o caminho que uma indicação tomou.

Uma resenha sobre Tolstói circulou entre torcedores, alcançou pessoas fora do futebol, aumentou o interesse pelo livro e ajudou a inspirar a criação de um clube de leitura.

A Galeitura nasceu entre torcedores do Atlético-MG e escolheu A Morte de Ivan Ilitch como primeira leitura coletiva. UOL

Scarpa também contou que outros jogadores do elenco do Atlético possuem o hábito de ler e que livros passaram a fazer parte das conversas entre alguns companheiros do Brasileirão.

É um encontro pouco comum entre dois universos com enorme capacidade de criar comunidades: futebol e literatura.

O que chama atenção nas leituras de Gustavo Scarpa?

Olhando para os livros que aparecem nesta lista, não existe um único gênero dominante.

Há literatura russa, ficção científica, testemunho histórico, literatura afro-americana, sátira política, romance francês, textos autobiográficos e ensaios cristãos.

Existe, porém, um elemento recorrente: muitos desses livros colocam personagens diante de questões humanas difíceis.

Morte em A Morte de Ivan Ilitch.

Inteligência e pertencimento em Flores para Algernon.

Poder e violência em O Senhor das Moscas.

Trauma e memória em A Noite.

Autoridade familiar em Carta ao Pai.

Justiça e redenção em Os Miseráveis.

Poder político em A Revolução dos Bichos.

Não significa que exista uma “fórmula Scarpa” para escolher livros. É apenas uma característica que aparece quando observamos algumas das obras que ele tornou públicas.

No Digital Dandi, temos uma abordagem semelhante quando analisamos livros: mais importante do que declarar que uma obra é “a melhor” é entender o que ela oferece e para qual leitor ela pode fazer sentido.

Se você ainda está formando seu hábito de leitura, nosso guia de livros de desenvolvimento pessoal para iniciantes também pode ajudar a escolher uma próxima leitura.

Qual desses livros ler primeiro?

Não existe uma ordem obrigatória.

A escolha depende muito mais do tipo de experiência que você procura.

Se quer começar por uma obra curta e reflexiva, A Morte de Ivan Ilitch pode ser uma possibilidade.

Se prefere ficção emocional e acessível, Flores para Algernon oferece uma experiência bastante diferente.

Se quer uma narrativa sobre sociedade, poder e comportamento coletivo, O Senhor das Moscas e A Revolução dos Bichos seguem caminhos distintos dentro desse universo.

Para uma leitura histórica e particularmente difícil pelo conteúdo, A Noite ocupa outra categoria.

Já Os Miseráveis e O Conde de Monte Cristo exigem maior disposição para romances extensos.

É a mesma lógica que utilizamos em nossa página de comparação de livros: escolher uma leitura pelo objetivo e pelo perfil do leitor costuma ser mais útil do que procurar um vencedor universal.

Outros clássicos para quem gostou das indicações de Scarpa

A lista de leituras de Gustavo Scarpa é muito maior do que esses dez títulos.

Ao longo dos anos, aparecem autores como Dostoiévski, Machado de Assis, Robert Louis Stevenson, Gabriel García Márquez, C. S. Lewis e outros.

Scarpa também afirmou recentemente que pretende ler obras como Guerra e Paz, O Mito de Sísifo e mais títulos de Dostoiévski.

Se esse tipo de literatura despertou seu interesse, outra obra clássica que analisamos no Digital Dandi é A Arte da Guerra, de Sun Tzu.

Para quem prefere livros mais diretamente relacionados a hábitos e comportamento, temos também nosso guia de livros de desenvolvimento pessoal.

Vale a pena acompanhar as indicações de livros de Gustavo Scarpa?

As indicações podem funcionar como uma porta de entrada para descobrir autores e obras que talvez não aparecessem normalmente no radar de muitos torcedores.

Isso não significa que todos os livros serão adequados para todos os leitores.

A Noite oferece uma experiência completamente diferente de O Conde de Monte Cristo. Carta ao Pai dificilmente será lido pelas mesmas razões que A Revolução dos Bichos.

O ponto interessante está justamente nessa diversidade.

E talvez seja esse o principal mérito do fenômeno: Scarpa não precisa substituir críticos literários, professores ou especialistas para contribuir para a leitura.

Ele está falando como leitor.

E outros leitores começaram a conversar sobre livros por causa disso.

Minha opinião sobre o fenômeno Gustavo Scarpa e os livros

Aqui no Digital Dandi, acompanhamos e analisamos livros de diferentes áreas, então essa repercussão chama atenção por um motivo especial.

Não é todo dia que um clássico de Tolstói publicado em 1886 volta ao topo das vendas brasileiras depois da resenha de um jogador de futebol.

Mais interessante do que o ranking de vendas, porém, é observar pessoas procurando o livro, discutindo literatura e formando grupos para ler juntas.

Também gosto do fato de Scarpa falar sobre as obras a partir da experiência dele como leitor, sem tentar transformar cada comentário em uma aula.

Isso aproxima.

Uma pessoa pode chegar procurando “qual livro Gustavo Scarpa indicou” e terminar descobrindo Tolstói, Kafka, Orwell, Victor Hugo ou Daniel Keyes.

Se parte desse público continuar lendo depois que a tendência passar, a história terá produzido algo mais duradouro do que apenas um assunto viral.

Conclusão

Os livros indicados por Gustavo Scarpa ganharam uma dimensão inesperada em 2026.

A Morte de Ivan Ilitch tornou-se o maior exemplo: a resenha do jogador alcançou centenas de milhares de pessoas, aumentou o interesse pela obra e coincidiu com sua chegada ao topo das vendas no Brasil.

Mas a relação entre Gustavo Scarpa e os livros é anterior a essa repercussão.

A Revolução dos Bichos, Os Miseráveis, Kafka, Dostoiévski e diversos outros autores já faziam parte de suas leituras anos atrás. O que mudou foi o tamanho do público acompanhando essas conversas.

Entre clássicos russos, ficção científica, literatura francesa, relatos históricos e ensaios, suas leituras mostram caminhos bastante diferentes para quem deseja descobrir um próximo livro.

E você não precisa seguir uma lista inteira.

Talvez baste escolher um deles e começar.

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Perguntas frequentes

1. Quais livros Gustavo Scarpa indicou?

Scarpa já compartilhou muitas leituras ao longo dos anos. Entre as obras documentadas estão A Morte de Ivan Ilitch, Flores para Algernon, O Senhor das Moscas, A Noite, A Revolução dos Bichos e Os Miseráveis, entre outras.

2. Qual livro Gustavo Scarpa indicou e virou best-seller?

A Morte de Ivan Ilitch, de Liev Tolstói. Depois da repercussão da resenha publicada pelo jogador, o clássico chegou ao primeiro lugar entre os livros mais vendidos da Amazon Brasil.

3. Gustavo Scarpa realmente gosta de ler?

Sim. O hábito é documentado há anos. Em 2021, reportagens já destacavam que Scarpa havia lido dezenas de livros e compartilhava comentários sobre suas leituras nas redes sociais.

4. O que é Galeitura?

Galeitura é um clube de leitura criado por torcedores do Atlético-MG e inspirado pela repercussão das indicações literárias de Gustavo Scarpa. A Morte de Ivan Ilitch foi escolhida como a primeira leitura do grupo.

5. Qual livro indicado por Gustavo Scarpa é bom para começar?

Depende do interesse do leitor. A Revolução dos Bichos e A Morte de Ivan Ilitch são relativamente curtos; Flores para Algernon oferece uma narrativa emocional; já Os Miseráveis e O Conde de Monte Cristo são compromissos de leitura muito maiores.

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Anderson Luís é fundador do Digital Dandi, um projeto criado para ajudar iniciantes a aprender sobre livros, educação financeira, investimentos de forma simples e prática.
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